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Caminho Saint Hilaire, um convite ao turismo de base comunitária mineiro

O projeto do território Caminho Saint Hilaire foi planejado para estimular o turismo por meio da conservação da natureza, do patrimônio histórico e cultural e dos saberes e fazeres das comunidades.O nome Caminho Saint Hilaire homenageia o extraordinário cidadão francês da cidade de Orléans de espírito aventureiro, Auguste de Saint-Hilaire, naturalista que esteve no Brasil e no nosso território nos anos 1817.

Observador que conseguiu captar e escrever não somente a botânica, mas também aspectos geológicos, geográficos, zoológicos, históricos, culturais e sociais. Assim, nos presenteou, a partir da leitura de seus diários de campo um vasto acervo de informações sobre sua viagem de múltiplas paisagens, de grande parte do território brasileiro no período colonial.

O Caminho Saint Hilaire – CaSHi – lança-se como um corredor cultural, histórico, gastronômico, ambiental e medicinal dos povos tradicionais (cultura tradicional dos raizeiros, benzedeiras, ervarias plantas medicinais, terapias holísticas…) serpenteando em uma das mais belas regiões da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço, que conecta três cidades: Diamantina, a cidade musical do Brasil, Patrimônio da Humanidade; Serro, cidade-berço da gastronomia mineira 1º Patrimônio Histórico Nacional registrado e Conceição do Mato Dentro, cidade-capital do ecoturismo de Minas Gerais. Passando por 12 comunidades com destaque: Curralinho, Vau, Milho Verde, São Gonçalo Rio das Pedras, Itapanhoacanga, Tapera, Córregos.

O entendimento da sua criação é transformar parte do caminho histórico percorrido por Saint-Hilaire pela Serra do Espinhaço (1817), em um produto turístico, uma trilha regional de longo curso, onde no território do Caminho Saint Hilaire a cultura e a natureza são onipresentes, permeando qualquer experiência na região. Assim, o turista poderá vivenciar os conceito do turismo de base comunitária, que abraça as crenças do bem viver, do bem comum e do comércio justo. Numa mistura de segmentos turísticos temos o turismo cultural pelas manifestações tradicionais e pelas edificações históricas das localidades, com o ecoturismo pela contemplação da natureza; pela aventura por meio do trekking e do mountain bike; pelo geoturismo na observação da geodiversidade do território; pelo gastronômico em apreciar a culinária local com seus vinhos finos, queijos, cafés, cervejas e cachaças, dentre outros.

A Trilha de Longo Curso Caminho Saint Hilaire terá 170km voltada para caminhantes e ciclistas, onde o turista poderá apreciar o cerrado com seus campos rupestres, a cultura do modo de vida das comunidades, o que estimulará o despertar de uma maior vivência com um sentimento para a conservação e valorização dos aspectos naturais, culturais e históricos da região.

O turista que desejar conhecer o território do Caminho Saint Hilaire do modo tracional por automóveis poderão desfrutar de uma melhor trafegabilidade, pois as rodovias MG10 e LMG 753, essa última receberá o nome de Via Saint-Hilaire, que liga a cidade de Conceição do Mato Dentro as cidades do Serro e Diamantina, estão se modernizando com malha asfáltica e essas rodovias passam por grande parte pelas comunidades seculares do Caminho Saint Hilaire.

O Caminho Saint Hilaire foi a inspiração e base para construção do Livro: ‘Minas Gerais e Orléans olhares Cruzados no Caminho Saint Hilaire’ patrocinado pela Embaixada da França, que discorre sobre Auguste de Saint-Hilaire e parte das características do território do CaSHi, nos aspectos naturais da paisagem e das plantas medicinais, da gastronomicas, onde o turista poderá tê-lo como um grande guia para melhor conhecer a região.

Acesso gratuíto ao ebook: https://caminhosainthilaire.com.br/livro/

Texto: Luciano Amador dos Santos Jr.
Idealizador do projeto Caminho Saint Hilaire
Presidente do Instituto Auguste de Saint-Hilaire

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